Quanto a Mim...

Antes que Chegue o Inverno

Ao escrever a segunda carta a Timóteo, Paulo estava na prisão em Roma, aguardando o julgamento e possível condenação. Paulo sabia que a vida dele estava no fim. O imperador Nero jogara a culpa do incêndio de Roma sobre os cristãos. E Paulo, como líder deles, acabou sendo julgado, condenado e decapitado em Roma.
Geralmente um cristão era acusado de dois crimes: (1) Ateísmo (acredita se quiseres), pelo facto de não aceitar que o imperador fosse um deus; (2) Canibalismo. Na Última Ceia Cristo disse: “Tomai, comei; isto é o Meu corpo” (Mt 26:26). A interpretação literal das palavras do Mestre servia de argumento para essas absurdas acusações contra os cristãos.
Paulo tinha encarregado Timóteo de cuidar da igreja em Éfeso, e agora escreveu-lhe pedindo que viesse a Roma com urgência – antes do inverno. Por quê? Porque no inverno não havia navegação no Mediterrâneo, por ser muito perigosa.
Se Timóteo esperasse até ao inverno, teria de esperar até a primavera. E Paulo achava que não estaria vivo até lá, pois escreveu: “O tempo da minha partida é chegado” (2Tm 4:6).
Imaginamos que quando Timóteo recebeu essa carta, ele largou tudo e viajou no mesmo dia, passando por Troade, onde apanhou os livros e a capa de Paulo, na casa de Carpo. E após vários dias de viagem chegou a Roma a tempo de ver Paulo com vida.
Há certas coisas na vida que têm de ser feitas antes do inverno. Ou nunca. Uma palavra de gratidão, de amor, um gesto de carinho, um presente. Se não for hoje, amanhã poderá ser tarde.
Um velho rabino costumava dizer: “Arrependa-se um dia antes de morrer.” “Mas não sabemos o dia de nossa morte”, respondiam os ouvintes. “Então arrependa-se hoje”, concluía ele.
Há duas razões para essa urgência. A primeira é a incerteza da vida humana. David, em sua última entrevista com Jonatas, disse: “Tão certo como vive o Senhor, e tu vives, Jonatas, apenas há um passo entre mim e a morte” (1Sm 20:3). Isto se aplica a cada um de nós. Só há um passo entre nós e a morte.
A segunda razão é que amanhã a nossa disposição poderá mudar. O coração, tal qual o solo, tem sua estação própria para receber a semente.
Quando o Espírito Santo convida alguém a vir a Cristo, Ele nunca diz “amanhã”, mas sempre “hoje”. Hoje é o dia da salvação. Hoje, se tu ouvires a voz de Deus, não endureças o coração.
“Amanhã”começa o inverno. Vem a Cristo hoje.
Love Story

O jovem tenente John Blanchard foi uma tarde à biblioteca do exército, na Flórida, durante a Segunda Guerra Mundial.
Interessou-se por um livro, e ao folhear suas páginas, ficou impressionado, não com seu conteúdo, mas com as notas escritas a lápis e com caligrafia feminina em suas margens. Os comentários revelavam perspicácia, compreensão e também um pouco de ternura. Ele olhou a página de rosto e encontrou o nome da pessoa a quem o livro pertencera anteriormente: a Srta. Hollis Maynell.
O tenente descobriu o endereço dela em Nova York e lhe escreveu uma carta. Durante treze meses os dois se corresponderam e abriram o coração um ao outro. Ambos sentiram que estavam se amando. Ele lhe pediu que enviasse uma foto, mas ela recusou, dizendo que se ele realmente a amava, sua aparência não teria importância.
Finalmente chegou o dia em que eles se conheceriam pessoalmente. Marcaram encontro na Grande Estação Central de Nova Iorque, às 7 horas da noite. Ela lhe disse: “Você me reconhecerá pela rosa vermelha que estarei usando em minha lapela.”
Ele assim descreve o que aconteceu: “Uma jovem veio em minha direção. Era alta e elegante, tinha olhos azuis e seu cabelo loiro caía em cachos sobre seus delicados ouvidos. Estava com um vestido verde claro. Caminhei em sua direção e nem percebi que ela não estava com uma rosa vermelha. Dei mais um passo para perto dela, e então vi Hollis Maynell.
Ela estava atrás da jovem. Era uma mulher quarentona, com cabelos grisalhos enrolados debaixo de um chapéu velho. Era bem gorda, com tornozelos grossos e calçava sapatos de salto baixo. Mas tinha uma rosa vermelha na lapela de seu casaco. A jovem de vestido verde estava se afastando rapidamente.
Fiquei dividido. Era grande o meu desejo de segui-la, mas também era profunda a minha ansiedade de conhecer a mulher que me havia acompanhado e apoiado durante todo este tempo. Não hesitei. Talvez isto não fosse amor, mas um simples companheirismo.
Aproximei-me e lhe disse. ‘Sou o tenente John Blanchard e você deve ser a Srta. Maynell. Obrigado por ter vindo. Posso convidá-la para jantar?’
O rosto dela se abriu num sorriso. ‘Eu não sei do que se trata, filho’, disse ela, ‘mas a jovem de vestido verde me pediu que eu colocasse essa rosa na lapela. E disse que se você me convidasse para jantar, eu deveria responder que ela está esperando você no restaurante do outro lado da rua.’”
O amor humano é belo, e é apenas um pálido reflexo do amor divino.
Subscrever:
Mensagens (Atom)